Crônicas, Política

Palanque não é circo, não senhor

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Elizabeth Pinheiro

Oito candidatos disputam a prefeitura de Maringá. Entre vereadores, somam-se 366. Daí já se tem uma noção do barulho que toda essa gente causou na cidade. Pudera, com a quantidade deles, ligados aos mais diversos partidos, a disputa se tornou acirrada. Só neste sábado (6) e no domingo, data das eleições, serão disponibilizados pela prefeitura municipal 500 servidores para trabalharem na limpeza da “chuva de santinhos”, como denominou um jornal de grande importância da cidade. A tal chuva, que polui as ruas de Maringá com propagandas irregulares, acontece todos anos, e é considerada crime eleitoral. Não fosse o mutirão, as imediações das escolas eleitorais inundariam-se com tantos papéis.

O barulho é grande. As carreatas, então, essas sim se destacam ante toda a propaganda eleitoral. Ouve-se até falar em candidatos que planejam viabilizar as vias públicas do município, mas que andaram emperrando, por assim dizer, o nosso trânsito, que já não é dos melhores, com dezenas de carros que em alto e bom som buzinavam e andavam devagar rumo a irritação de quem passava por perto. Os carros estão ali com o intuito de divulgar o nome do candidato, mas será mesmo que o efeito é esse sobre os cidadãos? Tenho minhas dúvidas. Dia desses ouvi alguém dizendo:  “Nesse aí não voto. Imagine que passou em frente à minha casa , à essa hora da manhã, enchendo as minhas orelhas dessas buzinadas que não tinham fim?” Concordo com o cidadão.

Claro que, em tempos de necessidade de mudanças, nenhuma corneta e intempérie de santinhos é pior do que os candidatos que se metem a comediantes. Os que se preocupam mais com os adereços que o ridicularizam e nas rimas para os seus jingles, do que com as propostas que irão beneficiar, de fato, a população. Esses sim, não merecem que os levemos à sério. Eu explico: a política é a forma de governo de uma cidade, estado ou nação que carece de seriedade para se tratar de mudanças. O jeitinho brasileiro costuma dar muito jeito em levar nossas questões de uma forma “leve”, e para isso, muito se faz na brincadeira, mas a política não deve ser encarada assim, amigo leitor. Portanto, vamos votar de forma correta neste domingo, e não deixemos de nos conscientizar de que as roupas de palhaço podem ter lá sua graça, mas perto da lona dos circos, e não no comando do lugar onde moramos.

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